
Horario de Odontologia no 4º Periodo
domingo, 24 de janeiro de 2010Postado por Odontologia Fama 0 comentários
Extra Aula - Escultura Dental - Gracy Kelly - Incisivo Central Superior - Texto e Video
sexta-feira, 11 de setembro de 2009Postado por Odontologia Fama 5 comentários

Incisivo Central Superior (11 e 21)
Curvatura cervical do incisivo central

A curvatura cervical do incisivo central se apresenta mais nítida na face mesial.
Esta curvatura é mais acentuada na face mesial em todos os dentes.
Incisivo central - face vestibular

Trapezoidal tendendo a quadrilátero, este aspecto na face vestibular do incisivo central é característico.
Video de Escultura Dental com o Professor Evaldo Augusto
Video 01
Video 02
Video 03
Obrigado Professor!!
Espero que Ajudem ....
Odontologia na Fama
Thierre Januth
Referencia do Blog Escultura Dental
Marcadores: Escultura Dental, Extra Aula, Geral
Turmas de Odontologia Promove Festa para a Chegada dos Novos Calouros, Odonto Fest!!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009Postado por Odontologia Fama 0 comentários
Vem AI!
Venha Curtir Juntos com a Galera mais Animada de Mineiros!
Data: 15/08/2009
Local: CHÁCARA OS Q BEBEM
Horario 22hs
Valor:
Mulher: R$ 10,00
Homem: R$ 15,00
Adiquira logo o seu ingresso!!!
LOCAIS DE VENDA
Copiadora (Fac. FAMA) e Pastelaria Don Felipe
Apoio

Odontologia na Fama - 2009
Texto: Thierre Januth Marcadores: Extra Aula, Geral
Turma de Odontologia na FAMA Proporcionou aos Inscritos as análises e momentos lúdicos, com Apresentações Teatrais e Palestras sobre a Saúde Bucal
segunda-feira, 11 de maio de 2009Postado por Odontologia Fama 0 comentários
Turma de Odontologia proporcionou aos inscritos as análises e momentos lúdicos, com apresentações teatrais e palestras a Saúde Bucal.
No Ginásio de Esportes Antônio Carlos Paniago (Centro Esportivo), a avaliação de crianças e pessoas da terceira idade que participarão das atividades da escolinha de iniciação esportiva e da hidroginástica, desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Desporto, Lazer e Juventude. Uma parceria firmada pela Prefeitura Municipal, através da referida Secretaria, com a Faculdade FAMA, proporcionaram aos inscritos as análises e momentos lúdicos, com apresentações teatrais e palestras sobre atividades físicas e dentárias, etc. De acordo com o secretario Washington Luis Alves Costa, estão inscritos nas mais diversas modalidades esportivas oferecidas pela sua pasta foram aproximadamente 730 alunos.
Fonte Prefeitura de Mineiros Marcadores: Estagio, Extra Aula, Geral, OdontologiaSocialeSanitaria
Extra Aula - Trabalhos - O Sangue - Texto e Video - Odontologia na Fama
sexta-feira, 3 de abril de 2009Postado por Odontologia Fama 3 comentários
Odontologia na FAMA a favor da DOAÇÃO de SANGUE
Requisitos para a doação
Quem pode doar

Outdoor de campanha de doação de sangue
- Ter entre 18 e 65 anos
- Ter peso acima de 50 kg
- Se homem, não pode ter doado há menos de 60(90) dias
- Se mulher, não pode ter doado há menos de 90(120) dias
- Ter passado pelo menos três meses de parto ou aborto
- Não estar grávida
- Não estar amamentando
- Estar alimentado e com intervalo mínimo de duas horas do almoço
- Ter dormido pelo menos seis horas das 24h que antecedem a doação
- Não ter feito tatuagem, piercing ou acumpuntura há menos de um ano
- Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de um ano
- Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a doação
- Não ser usuário de drogas injetáveis
- Não ser portador de doenças infectocontagiosas como sífilis, doença de chagas e HIV (I ou II)
Não devem doar sangue as pessoas que se enquadrarem em uma das condições abaixo: Por segurança se:
- alguma vez utilizou drogas por via endovenosa;
- teve contactos sexuais a troco de dinheiro ou drogas;
- sendo homem ou mulher, teve contactos sexuais com múltiplos(as) parceiros(as).
- é seropositivo, ou seja, se é portador do Vírus de Imunodeficiência Humana – VIH;
- ou portador crónico do Vírus da Hepatite B e Hepatite C – VHB, VHC.
- tem história familiar de Doença de Creutzfeldt-Jakob e variante – DCJ, vDCJ;
- fez tratamento com hormona de crescimento, pituitária ou gonadotrofina de origem humana;
- fez transplante de córnea ou dura-máter;
- fez transfusão;
- tem Epilepsia, Diabetes insulino-dependente ou Hipertensão grave;
- teve Paludismo/Malária nos últimos 3 anos;
- teve parto nos últimos 6 meses;
- foi operado nos últimos 6 meses;
- fez endoscopia nos últimos 6 meses;
- fez tatuagem ou piercing nos últimos 6 meses;
- teve um novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos 6 meses.
Acadêmicos
Allan Tsukiyama
Ingrid Oliveira
Karla Almeida
Paulo Cesar
Thierre Januth

Video - O Sangue
Texto Thierre Januth
Referência
Site Wikepédia
Extra Aula - Odontologia Contra as Drogas - Lança Perfume "loló"
Postado por Odontologia Fama 6 comentários
DROGADroga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas,de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais.
Contra o uso de Drogas
Usar drogas, significa em primeira instância, buscar prazer. É muito difícil lutar con
tra o prazer, porque foi ele que sempre norteou o comportamento dos seres vivos para se autopreservarem e perpetuarem sua espécie. A droga provoca o prazer que engana o organismo, que então passa a querê-lo mais, como se fosse bom. Mas o prazer provocado pela droga não é bom, porque ele mais destrói a vida do que ajuda na sobrevivência, o site da odontologia na fama apoia quaisquer campanhas contra o uso de droga, já que afeta diretamente a vida social e o psico-social da do paciente sendo um dever de todo profissional e sociedade.É uma droga manufaturada com solventes químicos a base de cloreto de etila. A versão caseira chamado de "loló" é feita com uma combinação de éter(25%), clorofórmio(45%), álcool de cereais e/ou acetona(25%) e essência perfumada(5%).
Foi proibido no Brasil na década de 60 quando passou de brincadeira de carnaval à inalante. Antigamente usavam o lança-perfume no carnaval para borrifar nos foliões trazendo uma sensação fria, agradável e perfumada,mas quando foram registradas várias mortes por parada cardíaca ocorrida pela inalação do produto, foi proibido.
O lança-perfume acelera a freqüência cardíaca, podendo chegar até 180 batimentos por minuto.Aparentemente inofensiva devido ao seu odor, esta droga destrói as células do cérebro e pode levar o usuário a ter desmaios ou em caso extremos até à morte através de parada cardíaca.
Efeitos
O efeito da droga é bem rápido variando de segundos a minutos no máximo e isso leva o usuário a inalar várias vezes consecutivas. Causa euforia, animação, excitação, tontura, perturbações auditivas e visuais, depressão do cérebro, confusão, desorientação, voz pastosa, visão embaraçada, perda de autocontrole, dor de cabeça, palidez, incoordenação ocular e motora, processos alucinatórios, surtos, convulsões, parada cardíaca e respiratória e óbito.
Ele age no sistema nervoso central e causa desde um pequeno zumbido até fortes alucinações, inicia 5 à 10 segundos após a inalação da droga e dura de 30 segundos a até 10 minutos.
- Euforia e excitação.
- O tato é alterado e pode levar a uma sensação de "estar voando".
- Formigamento das extremidades, no caso, mãos e pés.
- Formigamento da face.
- Forte barulho no ouvido, na maioria dos casos e como uma das características da droga, o famoso "Tuim" (semelhante ao barulho de uma linha telefônica aguardando uma chamada), e com o uso continuo da droga algumas pessoas escutam o barulho semelhante o de um helicóptero (vum vum vum), ou o de uma ambulância.
- Sensação de felicidade.
- Vontade de rir.
- Alucinações: se inalado em grandes quantidades a pessoa perde os sentidos, tem alucinações, sonhos, mas podendo sempre sofrer sérios danos causados por quedas ou por agir inconscientemente.
- Após o efeito da droga, segue náuseas, depressão, dores de cabeça e mal estar.
- No dia seguinte ou algumas horas depois podem surgir dores no estômago e uma sensação semelhante a uma ressaca.
- Se inalado em grande quantidade, há uma forte tendência do usuário cuspir placas de sangue.
- Se misturado a bebida pode causar coma profundo.
- Se você chegar ao ponto de desmaiar, terá sonhos alucinantes e ao acordar não se recordará de nada e ficara "lesado" por um tempo,como se fosse uma espécie de ressaca
Saiba um pouco mais...Uma versão tupiniquim do lança- perfume é um produto muito conhecido pelos adolescentes, é o "cheirinho" ou "loló" ou ainda " cheirinho da loló". Este é um preparado clandestino, à base de clorofôrmio mais éter. Mas sabe-se que quando estes "fabricantes" não encontram uma daquelas duas substâncias misturam qualquer outra coisa em substituição, o que traz complicações quando se tem casos de intoxicação aguda por esta mistura. Um outro inalante do gênero é poppers. Vendido em sex shops europeus, e com a propriedade de aguçar a excitação, é usado principalmente por gays que o aspiram no momento do orgasmo. É raro no Brasil. São vários os tipos de inalantes, os mais simples e baratos são os mais utilizados, e podem ser: gasolina, adesivos, fluido para isqueiro, acetona, cola de sapateiro, massa plástica clorofórmio, lança perfume ,éter, spray para cabelos e desodorantes.
Referências
Site Antidrogas
Site BrasilEscola
Site Wikepédia
Texto - Thierre Januth - Odontologia na Fama
Extra Aula - Bioquímica - Lipídeos - Odontologia na FAMA
quarta-feira, 1 de abril de 2009Postado por Odontologia Fama 1 comentários
Lipídeos - São biomoléculas insolúveis em água, e solúveis em solventes orgânicos, como o álcool, benzina, éter e clorofórmio.Natureza dos lipídeos à Cabeça polar e corpo apolar = afipáticos
É um termo geral que inclui óleos, gorduras, ceras (substância orgânicas gordurosas ou oleosas)
São formados pelos mesmos elementos estruturais que os carboidratos: C; H; O (possuem um maior número de átomos de hidrogênio = mais energéticos)
Os lipídeos mais abundantes são os triacilgliceróis (que armazenamos em células do tecido conjuntivo: os adipócitos) que são os principais combustíveis da maioria dos organismos.
- Os lipídeos polares são os principais componentes das membranas celulares, “os recipientes” onde ocorrem as reações metabólicas (compartimentalização interna; Possuem enzimas; Sistemas de transporte importantes; Muitos sítios receptores ou de reconhecimento).
- Muitas das propriedades das membranas celulares são reflexos do seu conteúdo de lipídeos polar. Aproximadamente 98% da gordura dietética é na forma de triacilglicerois e 90% da gordura do corpo é armazenada nos adipócitos.
Ácidos Graxos à São ácidos orgânicos de cadeia longa, possuindo de 4 a 36 átomos de carbono; Possuem um grupo carboxila único em uma cadeia hidrocarbonada não polar, que confere a maioria dos lipídeos a sua natureza.
Não ocorrem nas células ou tecidos, numa forma não combinada (livre).
Estão covalentemente ligadas a diferentes classes de lipídeos.
Diferem entre si pela extensão da cadeia; presença, número e posição de duplas ligações. Alguns ácidos graxos possuem também grupos metil ramificados.
Principais Lipídeos são
1) Triacilglicerois – antigo triacilglicerol
2) Ceras – também chamada de graxa
3) Fosfolipídeos – também chamados Fosfoacilglicerois
4) Glicolipídeos
5) Esteróis
1) Triacilglicerol à São ésteres do álcool glicerol com 3 moléculas de ácidos graxos; Armazenam gorduras nas células das plantas; São moléculas hidrofóbicas não-polares.
- Simples = Contém um único tipo de ácido graxo
- Mistos = Contém dois ou mais tipos diferentes de ácidos graxos.
Toda vez que os ácidos graxos são utilizados por um organismo, as ligações ésteres dos triacilgliceróis são hidrolisados por enzimas chamadas lípase. A mesma reação de hidrólise pode ocorrer fora de organismos vivos com ácidos ou bases servindo de catalisadores.
Lipase – Enzima que quebra a ligação éster que une os lipídeos. Essa enzima é inibia pelo medicamento xenical (não déia quebrar a gordura, que é absorvida). Acontece que as células do trato intestinal não conseguem quebrar a ligação éster e as gorduras são excretadas: fezes oleosas.
A lípase é encontrada no intestino, e em lipoproteínas do plasma sanguíneo.
Dicas:
Os triacilgliceróis sofrem hidrólise quando aquecidos com ácidos graxos ou bases; Ou ainda, quando atacados enzimáticamente pela enzima lípase que é secretada no intestino delgado pelo pâncreas, liberando ácidos graxos livres e glicerol.
Os óleos e vegetais são convertidos em manteiga sólida por hidrogenação.
Os triacilgliceróis são muito melhor adaptados do que o glicogênio para servir como forma de armazenamento de energia. Eles podem ser melhor armazenado em grandes quantidades numa forma desidratada quase pura, como também produzem por grama mais do dobro de energia que os carboidratos produzem.
Dupla Função à Armazenamento de depósitos energéticos e Isolamento contra temperaturas muito baixas.
2) Ceras à São ésteres de ácidos graxos de cadeia longa saturados (14 a 36 ou mais átomos de carbono) e insaturados, com alcoóis de cadeia longa (16 a 30 átomos de carbono).
Nos vertebrados as ceras são secretadas pelas glândulas da pele, como capa protetora para manter a pele flexível, lubrificada e “a prova de água”. O cabelo, a lã e o pelo dos animais são também cobertos com secreções serosas; Os pássaros secretam ceras nas suas glândulas uropigianas (próximas da cauda) para tornar as penas impermeáveis.
As folhas e suas aparências brilhosas são devido à presença de ceras que as protege contra os parasitas e a evaporação excessiva de água.
As ceras são as principais reservas alimentares, na cadeia alimentar oceânica para o plâncton marinho.
3) Fosfolipídios à Cabeça alcoólica e rica em ácido fosfórico
São os lipídios de membrana mais abundantes, e que possuem um ou mais grupos altamente polares “cabeça” e uma cauda hidrocarbonada. Contém fósforo na forma de grupos do ácido fosfórico; São 3 tipos:
- Glicerofosfolipídios à Dois ácidos graxos unidos ao glicerol. Contém duas moléculas de ácido graxo esterificado ao glicerol, ou um ácido graxo à esfingosina. O terceiro grupo, hidroxila, forma uma ligação éster com ácido fosfórico (cabeça polar) e possui um grupamento alcoólico ligado ao grupo fosfato. Os mais abundantes: fosfatidiletanolamina (cefalina) e fosfatidilcolina (lecitina)
- Esfingolipídios à Ácido graxo unido a amina. Possuem uma cabeça polar e duas caudas não polares, mas não contém glicerol. São compostos de uma molécula de ácido graxo de cadeia longa, uma molécula do aminoálcool de cadeia longa, a esfingosina, ou um de seus derivados, e uma cabeça polar alcoólica.
- Esfingomielinas: Estão presentes na maioria das membranas das células animais (grupo cabeça polar – fosfocolina ou fosfoctanolamina). A bainha de mielina, envoltório de certas células nervosas, é muito rica em esfingomielinas.
- Cerebrosídios: Possuem como grupo cabeça, uma ou mais unidades de açúcar. São glicolipídios.
- Gangliosídios: Contém cabeças polares muito grandes, feitas de várias unidades de açúcar (uma das unidades é o ácido siálico N- acetilneuramúnico). Os gangliosídios perfazem cerca de 6% dos lipídios de membrana na matéria cinzenta do cérebro, e são componentes importantes de sítios receptores específicos na superfície de membranas celulares (neurotransmissores).
4) Glicolipídios São esfingolipídios compostos por uma ceramida (esfingosina + ácido graxo) e um glicídeo de cadeia curta; carecem de grupo fosfato. Os glicolipídios formam parte da bicapa lipídica da membrana celular; a parte glicídica da molécula está orientada até o exterior da membrana plasmática e é um componente fundamental do glicocálix, onde atuam no reconhecimento celular e como receptores antigênicos.
Entre os principais glicídeos que formam parte dos glicolipídios encontramos a galactose, manose, frutose, glicose, N-acetilglicosamina, N-acetilgalactosamina e o ácido siálico.
Dependendo do glicolipídio, a cadeia glucídica pode conter, em qualquer lugar, entre um e quinze monômeros de monossacarídeo. Assim como a extremidade de fosfato de um fosfolipídio, a extremidade de carbohidrato de um glicolipídio é hidrofílica, e as caudas de ácidos graxos são hidrofóbicas. Em solução aquosa, os glicolipídios se comportam de maneira similar aos fosfolipídios.
5) Esteróides e Terpenos à São lipídios insaponificáveis (não contém ácido graxo)
São lipídios estruturais presentes nas membranas da maioria das células eucariontes; ele reduz a fluidez das membranas.
Os Esteróisà Servem como percussores para ácidos biliares que emulsificam as gorduras, tornando-as acessíveis a ação das lípases digestivas e hormônios esteróis. O colesterol é o principal esterol nos tecidos animais.
Colesterol = Pode ser obtido na dieta (exógeno) ou sintetizado nas células (endógeno) a partir da gordura saturada (facilita a síntese de colesterol pelo fígado e pelas paredes das artérias e intestinos).
- Lipoproteínas à É a associação de alguns lipídios com proteínas específicas. No plasma sanguíneo há três tipos de lipoproteínas plasmáticas que contém tanto lipídios polares e triacilgliceróis, como o colesterol e seus ésteres.
- São solúveis em água, o que os torna bem adaptados para o transporte de lipídios no sangue; São classificados de acordo com suas densidades.
- Quilomicrons também estão presentes no plasma sanguíneo, e são gotículas quase puras de triacilgliceróis, que transportam triacilgliceróis do intestino delgado até o fígado, onde são metabolizados e liberados para serem armazenados nos adipócitos; Transportam vitaminas lipossolúveis: A; D; E; K.
Referências:
Video do Site Youtube
Fonte de Texto Site Aumentando Conhecimentos
Site Wikipédia
Texto - Thierre Januth - Odontologia na Fama Marcadores: Bioquimica, Extra Aula
Extra Aulas - Histologia - Miastenia Gravis - Odontologia na Fama
Postado por Odontologia Fama 1 comentáriosMiastenia Gravis
Introdução
A Miastenia gravis é uma doença auto-imune caracterizada pela presença de anticorpos (proteínas de defesa) do próprio organismo atacando os receptores de acetilcolina na junção neuromuscular (contato entre o nervo e o músculo). A acetilcolina é um neurotransmissor (substância química que é liberada pelos impulsos nervosos) importante na passagem do estímulo nervoso ao músculo e provocar as contrações musculares, responsáveis pelo movimento.

Figura 1. Junções neuromusculares normal (Painel A) e miastênica (Painel B).
Nas junções neuromusculares normais (A), as vesículas liberam acetilcolina de locais específicos da terminação nervosa (fim do nervo em contato com o músculo). A acetilcolina cruza o espaço sináptico (espaço entre o nervo e o músculo) para alcançar os receptores que estão concentrados no topo das dobras juncionais. A acetilcolinesterase (enzima que destrói a acetilcolina) rapidamente encerra a transmissão através da hidrólise da acetilcolina, inativando seu efeito. Na junção miastênica (B) há um reduzido número de receptores de acetilcolina, as fendas sinápticas são mais simples, o espaço sináptico é alargado, e a terminação nervosa é normal.
(Extraído do “The
– Vol. 330:1787-1810 June 23, 1994 Number 25)
A doença, que afeta as vias de resposta nervosa dos músculos, leva à progressiva fraqueza muscular (fadiga miastênica). Os músculos, que podem parecer normais no início, tornam-se fracos com o uso continuado. Isto é por que a pessoa com miastenia gravis sentirá mais forte quando acorda ou está descansada, e mais fraca no final do dia quando os músculos foram usados. Na realidade, este cansaço crescente é uma característica marcante da doença.
A Miastenia gravis pode aparecer em qualquer idade, mas afeta principalmente as mulheres entre 20 e 40 anos de idade. Porém, quando a doença aparece após os 50 anos de idade, os homens são geralmente mais atingidos.
Ainda não se sabe a causa da Miastenia Gravis. Embora não se acredite que a miastenia gravis seja hereditária ou contagiosa, bebês nascidos de mães que têm miastenia gravis têm um risco aumentado de ter miastenia gravis após o parto. É provável que o bebê adquira anticorpos da mãe por via placentária durante a gestação. Em geral os sintomas desaparecem dentro de algumas semanas após o parto.
Quadro Clínico
- Fadiga muscular, envolvendo a musculatura esquelética (voluntária), aos exercícios;
- Fraqueza muscular progressiva que parece melhor pela manhã ou com o repouso, que piora depois de uma atividade ou no final do dia;
- Ptose palpebral (pálpebras caídas) e diplopia (visão dupla) aparecem precocemente;
- Alteração na expressão facial (contração involuntária do rosto);
- Fraqueza muscular inicialmente da face. Os músculos que controlam as pálpebras e os movimentos dos olhos são normalmente afetados precocemente na doença, seguidos de fraqueza facial que pode fazer o sorriso, a mastigação, o engolir e a fala difíceis. Na maioria das pessoas, a doença torna-se eventualmente mais generalizada, e pode afetar os músculos dos braços e as pernas. Às vezes a doença afeta os músculos que controlam a respiração;
- Dificuldade para mastigar (por fadiga muscular precoce dos músculos da mandíbula) e engolir (fadiga dos músculos da faringe);
- Falta de ar (quando envolve os músculos da respiração), sob condições extremas, como durante uma infecção respiratória, caracterizando uma "crise miastênica" na qual a pessoa pode precisar de ajuda respiratória (ventilação mecânica);
- Transtornos da fala (quando envolve os músculos da laringe);
A fraqueza súbita e severa (crise miastênica) pode desenvolver sem aviso prévio, às vezes ativada por uma infecção ou outro fator de stress, físico ou emocional, causando problemas na respiração, na movimentação e / ou na deglutição.
Diagnóstico
A história clínica e os achados de exame físico darão as primeiras pistas no diagnóstico de miastenia gravis. Os exames para testar a força muscular e reflexos, força das pálpebras e movimentos dos olhos serão o segundo passo. Se os resultados sugerirem a doença, alguns exames específicos poderão confirmar o diagnóstico. Estes incluem:
- Teste Anti-colinesterase: Drogas que inibem a enzima acetil-colinesterase (que normalmente destrói a acetilcolina produzida) permitem que a acetilcolina libertada do nervo passe a interagir repetidamente com um número limitado de receptores de acetilcolina na junção neuro-muscular, resultando numa força aumentada dos músculos miastênicos. O Edrophonium (Tensilon) é a droga que normalmente é utilizada neste teste, que nas pessoas com miastenia gravis pode reduzir a fraqueza do músculo temporariamente.
- Excitação nervosa repetitiva:Choques elétricos estimularão os nervos a uma freqüência de três vezes por segundo e os potenciais de ação são registrados por eletrodos na superfície do músculo. Uma rápida diminuição da amplitude do potencial de ação evocado do músculo (abaixo de 15%) é considerada positiva.
- Radioimunoensaio para anticorpos de receptores anti-acetilcolina: Estes exames irão checar a presença de anticorpos específicos dos receptores de acetilcolina que causam a miastenia gravis. Níveis altos destes anticorpos estarão presentes em quase 100 por cento das pessoas com a doença.
- Eletromiografia: Agulhas minúsculas são inseridas nos músculos para estimulá-los e analisar a função dos nervos e dos músculos. A estimulação repetida enfraquecerá a resposta muscular rapidamente nos pacientes miastênicos.
- Um exame de Imagem por Ressonância Magnética ou uma Tomografia Computadorizada podem ser solicitados para procurar problemas no timo.
- Testes de função pulmonares: Medem a eficiência da respiração para detectar problemas respiratórios que aparecem na doença.
Prevenção
Como a causa da miastenia gravis ainda não foi descoberta, não há nenhum modo conhecido de se preveni-la. Porém, uma vez a doença se desenvolveu, existem maneiras de se prevenir os surtos de piora ou as recidivas:
- Após uma atividade física, descanse o necessário para permitir a recuperação da “comunicação” entre o nervo e o músculo.
- Evite atividades extenuantes e exaustivas.
- Evite o calor e o frio excessivos.
- Evite tensão emocional, valorizando menos os problemas corriqueiros da vida, que geralmente se resolvem por si só.
- Sempre que possível, evite exposição a qualquer tipo de infecção, inclusive resfriados e gripe. Vacinações para infecções evitáveis e comuns (como a da gripe) são recomendadas.
Ajude seu médico a monitorar suas reações aos medicamentos prescritos. Alguns remédios prescritos geralmente para outros problemas, como infecções ou hipertensão, podem piorar a miastenia gravis. Se os problemas forem significativos, você pode recorrer a tratamentos alternativos ou evitar alguns medicamentos completamente.
Tratamento
Em geral, existem quatro métodos de tratamento disponíveis para serem usados na miastenia gravis:
- Agentes Anti-colinesterase: São usados como tratamento de primeira linha da miastenia gravis e agem liberando mais acetilcolina para acumular na junção neuromuscular. Isto aumenta as chances de serem ativados os receptores, de forma que os nervos e os músculos terão uma melhor comunicação, e os músculos não irão enfraquecer tão depressa. A Piridostigmina (Mestinon) é o medicamento anti-colinesterase mais prescrito no mundo todo. Altas doses do medicamento podem aumentar a fraqueza (efeito contrário).
- Timectomia: A remoção cirúrgica do timo (órgão presente no tórax) é indicada por seu efeito terapêutico na miastenia gravis ou para prevenir a disseminação (ou crescimento) de um timoma (tumor do timo). Acredita-se que removendo o timo elas possam re-equilibrar o sistema imune de alguma maneira. Se o timoma não pode ser removido completamente, ou se já espalhou, clips marcadores são colocados no local onde ele foi retirado para fazer radioterapia após a cirurgia.
- Tratamento Imunossupressor: É indicado quando a fraqueza não pode ser controlada pelos agentes anticolinesterase e o paciente está suficientemente bem para tolerar os efeitos colaterais dos imunossupressores. A prednisona (corticóide), a azatioprina (Imuran®, Imunen®) e a ciclosporina (Sandimmun ®, Cyclosporin ®) são agentes agora usados para induzir uma supressão do sistema imunológico de forma mais prolongada.
- Imunoterapias de Curta Duração: A plasmaferese é um processo no qual os anticorpos são removidos da circulação (separados do sangue), através do isolamento do plasma, retirada dos anticorpos por lavagem, e depois a devolução do plasma ao sangue (autotransfusão). Diminuindo a quantidade de anticorpos anormais, a plasmaferese provê um retorno temporário da força muscular para muitas pessoas. Isto é usado principalmente para estabilizar a condição do paciente miastênico em crise ou para tratamento de curta duração em pacientes submetidos à timectomia. As indicações da Terapia com Imunoglobulina Intravenosa são as mesmas da plasmaferese e envolve infusões de certos anticorpos para alterar temporariamente o sistema imune.
Qual médico procurar?
Deve-se procurar um neurologista sempre que houver qualquer fraqueza ou fadiga muscular progressiva e sem causa aparente.
Prognóstico.
A miastenia gravis é uma doença crônica que normalmente progride lentamente com o passar do tempo. Embora os sintomas possam flutuar em severidade durante anos, a doença raramente desaparece por si só. Recidivas ocorrem até mesmo depois de períodos de provável remissão.
Fonte do Site Policlin
Extra Aula - Histologia - Distrofia Muscular de Duchenne - Odontologia na FAMA
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Distrofia Muscular de Duchenne - Odontologia na FAMA
Primeiramente o termo “distrofia” é utilizado para designar várias doenças degenerativas sistêmicas, genéticas ou não, como exemplo temos a das fibras musculares esqueléticas.
A DMD
A Distrofia muscular de Duchenne (DMD) é uma doença recessiva ligada ao X fatal, leva a proteína muscular defeituosa, distrofina.
distrofia muscular.Foto: Bill Hung.
Essa doença faz a codificação na proteína muscular distrofina, porem caso haja um encurtamento na distrofina, possibilita uma função suficiente para evitar o fenótipo completo do DMD.
Como acontece?
De modo geral o início dessa patologia é antes dos 6 anos de idade, quando chegar aos 12 anos passa a usar a cadeira de roda e a morte acontece por volta de 20 anos. É bastante raro tipo de doença relacionado ao fator X e já existem descoberta que e a esperança de melhor compreensão da fisiologia para finalmente partir para a terapia.
Sintomas

Os sintomas variam de acordo com diferentes tipos de distrofia muscular. Certos tipos, como a distrofia muscular Duchenne, são mortais, enquanto outras causam pequena deficiência e estão associados a uma vida normal.
Os músculos afetados variam, mas pode ser ao redor da bacia, ombros, rosto ou em qualquer outro parte. Distrofia muscular pode afetar adultos, mas formas severas tendem a ocorrer no início da infância
- A fraqueza muscular lentamente que leva quedas freqüentes
- Atraso no desenvolvimento das habilidades motoras musculares problemas em caminhadas (atraso)
- Dificuldade para usar um ou mais grupos musculares caído pálpebra (ptose).
- Atraso intelectual (presentes apenas em alguns tipos da doença)
- Hipotonia (baixo tônus muscular)
- Articulatória contraturas
- Escoliose (curvatura da coluna vertebral)
- Alguns tipos de distrofia muscular envolvem o músculo cardíaco, causando cardiomiopatia ou arritmias.
Estudos recentes
No Garcia Cell Stem Cell, os cientistas, em colaboração com Yvan Torrente, da Universidade de Milão (Itália), vai um passo mais além. Torrente sublinhou nos últimos anos a investigar o tratamento da DMD utilizando células estaminais adultas, mas a necessidade de tecido contendo distrofina e, portanto, não tem relação com a origem do paciente, causar rejeição imunológica e limitou o poder curativo.
A experiência das duas equipes
Prevenção
O aconselhamento genético é recomendado quando existe uma história familiar de distrofia muscular. A mulher pode ser assintomática, mas são portadores do gene que causa o distúrbio. Duchenne distrofia muscular pode ser detectada com precisão cerca de 95% por estudos genéticos realizados durante a gravidez.
Alguns outro tipos de distrofia
- Distrofia muscular de Becker
- Distrofia muscular de Duchenne
- Distrofia muscular da cintura pélvica
- Distrofia muscular de Emery-Dreifuss
- Distrofia miotónica
- Miotonía congénita
- A síndrome de Lambert-Eaton e miastenia gravis também têm sintomas semelhantes aos apresentados nos estágios iniciais de alguns tipos de distrofia muscular, deve ser excluída antes de fazer um diagnóstico das distrofias musculares.
Fonte do Site ADIN
A Magia da Endodontia - Video - Odontologia na Fama
terça-feira, 31 de março de 2009Postado por Odontologia Fama 0 comentários
Histórico da Odontologia Legal - Odontologia Na Fama
Postado por Odontologia Fama 0 comentários 1897 - Incêndio na Ópera Cômica de Paris ("Bazar de la Charité"), resultando na morte e carbonização de, aproximadamente, uma centena de pessoas. A identificação de diversas vítimas (cerca de 90%) somente foi possibilitada pela análise dos elementos dentais.
1903 - Estudo de Amoedo discursando sobre a importância dos dentes após a morte, sob o aspecto médico-legal.
1909 - Incêndio criminoso no Consulado da Legação Alemã em Santiago, no Chile. O cirurgião-dentista Germán Valenzuela de Basterrica determinou cientificamente a identidade de um carbonizado favorecendo a resolução do caso.
1912 - Naufrágio do Titanic determinando o falecimento de 1.513 pessoas. A análise das arcadas dentárias permitiram o reconhecimento de muitas vítimas.
1972 - Sognnaes determinou a identidade de Martin Bormann, chanceler do Terceiro Reich alemão durante a II Guerra Mundial, através de comparação com os registros do Dr Hugo Blaschke, então dentista dos nazistas dos altos escalões.
1973 - Incêndio no Hotel Hafnia, em Copenhague, ocasionando 35 mortes. Oito dentistas colaboraram equipe de identificação, comparando os dados ante-mortem e post-mortem através de análises visuais, fotográficas e radiográficas. Foi possível o reconhecimento de 74% das vítimas (26 casos).
1983 - Bernstein dissertou sobre a relevância da utilização de fotografias para a acurácia da documentação odontológica post-mortem, justificada pelo fato das evidências dentais, a despeito de sua resistência, serem compostas de materiais perecíveis.
1985 - Endris descreveu o emprego dos conhecimentos odontolegais no auxílio do reconhecimento do carrasco nazista Josef Mengele a partir de uma ossada suspeita.
1990 - Ocorre um dos maiores acidentes navais da história, o do Scandinavian Star, vitimando 158 pessoas. Os exames dentário viabilizaram o reconhecimento de 107 corpos (68%).
Referências Bibliográficas:
Oliveira RN et al. Contribuição da odontologia Legal para a Identificação "Post-mortem". RBO - Rio de Janeiro. v.55, n. 2, p. 117-122, 1998.
Vanrell JP. Conceitos e Noções Históricas em Odontologia Legal. In: Vanrell JP et al. Odontologia Legal e Antropologia Forense. 1a. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A.; 2002.
Odontologia na Fama
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Extra Aula - Fisiologia - Sistema Respiratório - Odontologia na Fama
terça-feira, 3 de março de 2009Postado por Odontologia Fama 2 comentários
A respiração ocorre ao mesmo tempo em dois níveis diversos: a nível celular e ao nível de organismo. O processo que libera a energia química necessária ao metabolismo, através da quebra das cadeias de carbono, é a respiração celular. Já a respiração ao nível do organismo é a respiração orgânica, que compreende a captura do oxigênio do ambiente, o transporte deste gás até as células e a eliminação do gás carbônico produzido na células.
O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários órgãos que conduzem o ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares. Esses órgãos são as fossas nasais, a faringe, a laringe, a traquéia, os brônquios, os bronquíolos e os alvéolos pulmonares, os três últimos localizados nos pulmões.
Os órgãos do Tubo Respiratório:
Fossas nasais: são duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. Elas são separadas uma da outra por uma parede cartilaginosa denominada septo nasal. Em seu interior há dobras chamadas cornetos nasais, que forçam o ar a turbilhonar. Possuem um revestimento dotado de células produtoras de muco e células ciliadas, também presentes nas porções inferiores das vias aéreas, como traquéia, brônquios e porção inicial dos bronquíolos. No teto das fossas nasais existem células sensoriais, responsáveis pelo sentido do olfato. Têm as funções de filtrar, umedecer e aquecer o ar. Faringe: é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório e comunica-se com a boca e com as fossas nasais. O ar inspirado pelas narinas ou pela boca passa necessariamente pela faringe, antes de atingir a laringe.
Laringe: é um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas, situado na parte superior do pescoço, em continuação à faringe. O pomo-de-adão, saliência que aparece no pescoço, faz parte de uma das peças cartilaginosas da laringe. A entrada da laringe chama-se glote. Acima dela existe uma espécie de “lingüeta” de cartilagem denominada epiglote, que funciona como válvula. Quando nos alimentamos, a laringe sobe e sua entrada é fechada pela epiglote. Isso impede que o alimento ingerido penetre nas vias respiratórias. O epitélio que reveste a laringe apresenta pregas, as cordas vocais, capazes de produzir sons durante a passagem de ar.
Traquéia: é um tubo de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro por 10- 12 centímetros de comprimento, cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos, de forma a manter o tubo traqueal sempre aberto. Bifurca-se na sua região inferior, originando os brônquios, que penetram nos pulmões. Seu epitélio de revestimento muco-ciliar adere partículas de poeira e bactérias presentes em suspensão no ar inalado, que são posteriormente varridas para fora (graças ao movimento dos cílios) e engolidas ou expelidas.
Pulmões: Os pulmões humanos são órgãos esponjosos, com aproximadamente 25 cm de comprimento, sendo envolvidos por uma membrana serosa denominada pleura. Nos pulmões os brônquios ramificam-se profusamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória. Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sangüíneos, denominadas alvéolos pulmonares.
Músculos Respiratórios: A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo membranoso que separa o tórax do abdômen, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios. Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma, enquanto os nervos intercostais são os responsáveis pelo controle dos movimentos dos músculos intercostais.
Fisiologia da Respiração - Ventilação pulmonar
A inspiração, que promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com conseqüente redução da pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.
A expiração, que promove a saída de ar dos pulmões, dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, com conseqüente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair
dos pulmões.
Os principais centros nervosos que controlam o ritmo e a intensidade da respiração estão no bulbo raquiano e na protuberância ou ponte.
Transporte de gases respiratórios
O transporte de gás oxigênio está a cargo da hemoglobina, proteína presente nas hemácias. Cada molécula de hemoglobina combina-se com 4 moléculas de gás oxigênio, formando a oxi-hemoglobina. Nos alvéolos pulmonares o gás oxigênio do ar difunde-se para os capilares sangüíneos e penetra nas hemácias, onde se combina com a hemoglobina, enquanto o gás carbônico (CO2) é liberado para o ar (processo chamado hematose).
Nos tecidos ocorre um processo inverso: o gás oxigênio dissocia-se da hemoglobina e difunde-se pelo líquido tissular, atingindo as células. A maior parte do gás carbônico (cerca de 70%) liberado pelas células no líquido tissular penetra nas hemácias e reage com a água, formando o ácido carbônico, que logo se dissocia e dá origem a íons H+ e bicarbonato (HCO3-), difundindo-se para o plasma sangüíneo, onde ajudam a manter o grau de acidez do sangue. Cerca de 23% do gás carbônico liberado pelos tecidos associam-se à própria hemoglobina, formando a carboemoglobina. O restante dissolve-se no plasma.
Transporte de O2 e CO2 no sangue:
Após sua difusão dos alvéolos para o sangue pulmonar, o O2 é transportado principalmente pela hemoglobina dentro dos eritrócitos até capilares teciduais onde é liberado para ser utilizado pelas células.
- A presença de sangue nos eritrócitos permite que o sangue transporte 30 a 100 vezes mais O2 de que sem sua presença, ou seja, O2 dissolvido no plasma.
- O CO2 faz o caminho inverso do O2, ele também se combina quimicamente no sangue o que aumenta seu transporte em cerca de 15 a 20 vezes.
Transporte de O2 no sangue:
O pH do sangue arterial é diferente do sangue venoso:
- Sangue arterial: 7,36 a 7,44
- Sangue venoso: 7,44 a 7,46
Esses valores têm importância para o transporte de O2 que é muito pouco solúvel em H2O(plasma), sendo necessário uma proteína a hemoglobina (Hb) para seu transporte.
A hemoglobina se liga a até quatro O2 e apartir que o primeiro se liga os outros se ligam a ela mais facilmente (mecanismo de autofacilitação).
- Normalmente cerca de 97% de todo O2 transportado dos pulmões para os tecidos são transportados em combinação química com a hemoglobina, sendo que os três restantes estão dissolvidos na água do plasma.
- Quando 100% da Hb esta ligada ao O2, a concentração de O2 é transportado em 20% ou seja, 100ml de sangue para 20mm de O2.
- A uma PO2 de 104mmHg, 99% do O2 é transportado pela proteína Hb.
Gráfico da dissociação da hemoglobina:

No sangue arterial com uma saturação de 97%, a quantidade total de O2 ligado à hemoglobina é de 19,4mm para cada 100ml de sangue, ao passar pelos capilares esta quantidade cai para cerca de 14,5mm, assim em condições normais cerca de 5mm de O2 são transportados dos pulmões para os tecidos a cada 100ml de sangue.
Função de tampão da hemoglobina:
Tampão de O2 tecidual, ou seja, ela é responsável pela estabilização da pressão de O2 no plasma e tecidos.
o Nos tecidos a PO2 normal é de cerca de 40mmHg, quando o sangue chega nos tecidos a sua pressão varia de acordo com o seu metabolismo, quando a PO2 cai a concentração de Hb também cai.
o Quando a concentração de O2 da ATM se modifica acentuadamente o efeito tampão da Hb entra em ação, mantendo a PO2 tecidual e sanguínea quase constante, tanto na altitude onde a PO2 dos alvéolos pode cair pela metade ou quando mergulhamos a altas profundidades onde a PO2 nos alvéolos pode aumentar cerca de até 10 vezes.
Por exemplo: quando por qualquer que seja motivo a pressão alveolar venha a se elevar até 500mmHg cerca de 5 vezes o seu valor normal, mas a saturação da Hb nunca pode passar de 100% ou seja apenas 03% de seu valor normal que é 97%, a seguir o fluxo sanguíneo continua e ao passar pelos capilares teciduais perde cerca de 05mm de O2, o que automaticamente reduz a PO2 do capilar para um valor que é apenas alguns mm do valor normal de 40mmHg.
- Para o metabolismo celular é necessária apenas à presença de pequena pressão de O2, para que ocorram as reações químicas intracelulares normais, sendo necessário uma PO2 de apenas 1mmHg para que a PO2 deixe de ser um fator limitante para as reações enzimáticas das células.
Fatores que desviam a curva de dissociação da oxiemoglobina:
Quanto mais CO2 tiver maior será o metabolismo celular e a célula por sua vês necessitara de uma maior quantidade de O2.
- O aumento da temperatura do sangue favorece o desvio para a direita, pois aumenta o transporte de O2 para os músculos durante a atividade.
Efeito Bohr: desvio para a esquerda, o que atrapalha a dissociação da Hb diminuindo a quantidade de O2 liberado.
Transporte de CO2 no sangue:
- O CO2 se dissolve bem no sangue, com uma facilidade muito maior que o O2, conseqüentemente a pressão do CO2 será também bem menor que a do O2.
- Já a concentração de CO2 é muito maior que a de O2 (por isso sua concentração é mais importante que a de O2).
As hemácias possuem a enzima anidrase carbônica que catalisa a reação H2O + CO2, que formara acido carbônico que por sua vês se dissociara em íons bicarbonato e H+ (todo este processo ocorre dentro da hemácia).

Na circulação parte de todo CO2 é transportado na forma de bicarbonato dentro da hemácia (maior parte), também na forma liquida no sangue e por ultimo ligado a hemoglobina Hb-CO2 (carboxiemoglobina).
- 70% na forma de bicarbonato dentro da hemácia.
- 23% Hb-CO2.
- 07% CO2 dissolvido na plasma.
Uma hiperventilação não aumenta a concentração de O2 no sangue, a não ser que se aumente o numero de Hb, pois a uma pressão de 100mmHg 97% de todo O2 e transportado pela hemoglobina.
Acidose deprime o sistema nervoso podendo causar coma.
Alcalose excita o sistema nervoso podendo causar convulsão.
Hiperventilação aumenta a excreção de CO2.
Hipoventilação aumenta a captação de CO2.
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