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Epitélio Oral - Conceito, Classificação - Como ele é renovado! - Periodontia

sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Postado por Odontologia Fama 20 comentários

Epitélio Oral - Conceito, Classificação - Como ele é renovado!

Figura 1.1

É um epitélio estratificado, queratinizado escamoso que reveste a superfície vestibular e palatina da gengiva. regiao externa da gengiva Estendes-se da junção mucogengival à margem gengival ,com exceção da superfície palatina onde comina-se com o epitélio palatino.

O epitélio oral consiste em uma camada basal , uma camada espinhosa , camada granular e uma camada cornificada.

É projetado principalmente para proteção contra injúrias mecânicas durante a mastigação. Resistência à injúria mecânica é mediada principalmente pelas numerosas junções intercelulares, principalmente os desmossomos , que se une às células e a camada córnea. A camada córnea e os espaços de intercellular relativamente estreitos também contribuem à relativa falta de permeabilidade.



Como e renovado o tecido epitelio oral?

Ela inicia da camada basal (SOFRE MITOSA E A CAMADA VAI RENOVANDO O EPITELIO, ESTRATO GERMINATIVO) Ou seja a celulas formada pela celulas mae empurram a celula mãe para regiao mais externa do epitélio e nesse caminho ela vai formando ceratinocito( Celulas sem Núcleo, mitocondrias ou seja vai perdendo organelas) até chegar superficie mais externa onde vai ser descamada.


Texto - Thierre Januth

Figura 1.1 - Disponivel em http://www.dentistadafamilia.odo.br/dicas.html

Videos Engraçados - Quem não se Lembra do Ratinho mais Famoso do Castelo Ra tim Bum - Escova os Dentes!

Postado por Odontologia Fama 2 comentários

Ah, lembrar do Castelo Ra-tim-bum e tão bom .. essa música foi sim uma das mais Famosas do programa que contagia tantas crianças e adultos como eu, Viva a Odontologia!, Viva os Dentes,! Viva ao Castelo Rá-tim-Bum!!!!

Video do Ratinho escovando os Dentes.!


Crédito
Texto - Thierre Januth
Video - Castelo Rá-tim-bum - www.tvultura.com.br

Video de Odontologia Preventiva - Periodontia

Postado por Odontologia Fama 1 comentários

Vai ai!! Um Video Super Bacana do Site MaximaOdonto, Acredito que vai ajudar muito quem ta com alguma dúvidas sobre Cárie e Placa Bacteriana e Doenças Periodontais.

Video - Maxima Odonto

Disponivel em www.maximaodonto.com.br
Texto - Thierre Januth

CRO-GO e Policia Federal do Goiás - Publica Modelo para Ajudar Como Manter seu Consultório Seguro!

Postado por Odontologia Fama 1 comentários

Ao entrar no site do CRO-GO observei esse PDF, achei bastante interessante e resolvir trazer aqui para voces, espero que gostem.



Cick no Desenho e faça o download do Arquivo...
Espero que gostem






Texto - Thierre Januth
Arquivo disponivel em - http://www.crogo.org.br/arquivos/20100803cs.pdf

Desenhos de Odontologia - Odontologia na FAMA

segunda-feira, 1 de março de 2010
Postado por Odontologia Fama 1 comentários

Desenhos de Odontologia

Odontologia na FAMA
















Horario de Odontologia no 4º Periodo

domingo, 24 de janeiro de 2010
Postado por Odontologia Fama 0 comentários



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Postado por Odontologia Fama 0 comentários

BLOG DE SORRISO NOVO

AGUARDEM!!!!


Thierre Januth

Extra Aula - Escultura Dental - Gracy Kelly - Incisivo Central Superior - Texto e Video

sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Postado por Odontologia Fama 5 comentários



Incisivo Central Superior (11 e 21)






Curvatura cervical do incisivo central


A curvatura cervical do incisivo central se apresenta mais nítida na face mesial.
Esta curvatura é mais acentuada na face mesial em todos os dentes.



Borda lingual do incisivo central


Convexa no terço cervical (formado pelo cíngulo) e côncavo nos dois terços incisais.



Borda vestibular do incisivo central


Borda vestibular convexa no terço cervical e plana no restante.



Colo do incisivo central

Colo convexo em relação ao bordo incisal.




Incisivo central borda vestibular e lingual


A borda vestibular e a borda lingual convergem para a incisal.



Face proximal do incisivo central


A face proximal é comparada a um triângulo isósceles.



Ângulo disto-incisal


O ângulo disto incisal dos incisivo central é discretamente arredondado.



Borda incisal dos incisivos centrais


A borda incisal do incisivo cental é retilineo levemente inclinado para a distal.



Bordas proximais dos incisivos centrais


As bordas proximais convergem para o colo.



Borda dos incisivos centrais


A borda mesial do incisivo central é ligeiramente maior do que a borda distal.



Diâmetro dos incisivos centrais


O diâmetro cervico-incisal é proporcional ao Mesio-distal



Incisivo central - face vestibular


Trapezoidal tendendo a quadrilátero, este aspecto na face vestibular do incisivo central é característico.





Video de Escultura Dental com o Professor Evaldo Augusto

Video 01


Video 02


Video 03



Obrigado Professor!!

Espero que Ajudem ....

Odontologia na Fama
Thierre Januth
Referencia do Blog Escultura Dental

Turmas de Odontologia Promove Festa para a Chegada dos Novos Calouros, Odonto Fest!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Postado por Odontologia Fama 0 comentários

A festa que promete levantar o astral dos veteranos e calouros da FACULDADE FAMA estar chegando!!!
ODONTO FEST

Vem AI!


Venha Curtir Juntos com a Galera mais Animada de Mineiros!



Data: 15/08/2009


Local: CHÁCARA OS Q BEBEM


Horario 22hs



Valor:

Mulher: R$ 10,00

Homem: R$ 15,00




Adiquira logo o seu ingresso!!!


LOCAIS DE VENDA


Copiadora (Fac. FAMA) e Pastelaria Don Felipe

Apoio



Odontologia na Fama - 2009
Texto: Thierre Januth

Turma de Odontologia na FAMA Proporcionou aos Inscritos as análises e momentos lúdicos, com Apresentações Teatrais e Palestras sobre a Saúde Bucal

segunda-feira, 11 de maio de 2009
Postado por Odontologia Fama 0 comentários

Secretaria de Desporto, Lazer e Juventude promove avaliação física
Turma de Odontologia proporcionou aos inscritos as análises e momentos lúdicos, com apresentações teatrais e palestras a Saúde Bucal.

No Ginásio de Esportes Antônio Carlos Paniago (Centro Esportivo), a avaliação de crianças e pessoas da terceira idade que participarão das atividades da escolinha de iniciação esportiva e da hidroginástica, desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Desporto, Lazer e Juventude. Uma parceria firmada pela Prefeitura Municipal, através da referida Secretaria, com a Faculdade FAMA, proporcionaram aos inscritos as análises e momentos lúdicos, com apresentações teatrais e palestras sobre atividades físicas e dentárias, etc. De acordo com o secretario Washington Luis Alves Costa, estão inscritos nas mais diversas modalidades esportivas oferecidas pela sua pasta foram aproximadamente 730 alunos.

Fonte Prefeitura de Mineiros

Extra Aula - Trabalhos - O Sangue - Texto e Video - Odontologia na Fama

sexta-feira, 3 de abril de 2009
Postado por Odontologia Fama 3 comentários

SANGUE
O sangue é um tecido conjuntivo líquido que circula pelo sistema vascular sanguíneo dos animais vertebrados. O sangue é produzido na medula ossea vermelha e tem como função a manutenção da vida do organismo por meio do transporte de nutrientes, toxinas (metabólitos), oxigênio e gás carbônico. O sangue é constituído por diversos tipos de células (ocasionalmente chamadas de corpúsculos); esses elementos figurados (ou formadores) constituem a parte "sólida" do sangue e cerca de 45% de volume total. Já os 55% restantes são formados de uma parte líquida chamada plasma (ou soro - plasma sem fibrinogênio) e de aproximadamente 45% de outros componentes que agrupados constituem os elementos figurados do sangue. São dividos em Leucócitos ou Glóbulos Brancos (células de defesa), Glóbulos vermelhos, eritrócitos ou Hemácias (transporte de Oxigênio) e Plaquetas (fatores de coagulação sanguínea).



Odontologia na FAMA a favor da DOAÇÃO de SANGUE

Doação de sangue é o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou para um uso subseqüente em uma transfusão de sangue. Trata-se de um processo de fundamental importância para o funcionamento de um hospital ou centro de saúde.

Requisitos para a doação

Quem pode doar


Outdoor de campanha de doação de sangue

No Brasil, qualquer pessoa poderá doar sangue, desde que sejam observadas algumas condições, a fim de garantir a segurança e a qualidade do procedimento:
  • Ter entre 18 e 65 anos
  • Ter peso acima de 50 kg
  • Se homem, não pode ter doado há menos de 60(90) dias
  • Se mulher, não pode ter doado há menos de 90(120) dias
  • Ter passado pelo menos três meses de parto ou aborto
  • Não estar grávida
  • Não estar amamentando
  • Estar alimentado e com intervalo mínimo de duas horas do almoço
  • Ter dormido pelo menos seis horas das 24h que antecedem a doação
  • Não ter feito tatuagem, piercing ou acumpuntura há menos de um ano
  • Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de um ano
  • Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a doação
  • Não ser usuário de drogas injetáveis
  • Não ser portador de doenças infectocontagiosas como sífilis, doença de chagas e HIV (I ou II)
Quem não deve doar
Não devem doar sangue as pessoas que se enquadrarem em uma das condições abaixo: Por segurança se:
  • alguma vez utilizou drogas por via endovenosa;
  • teve contactos sexuais a troco de dinheiro ou drogas;
  • sendo homem ou mulher, teve contactos sexuais com múltiplos(as) parceiros(as).
Se o seu parceiro sexual:
  • é seropositivo, ou seja, se é portador do Vírus de Imunodeficiência Humana – VIH;
  • ou portador crónico do Vírus da Hepatite B e Hepatite C – VHB, VHC.
E, ainda se:
  • tem história familiar de Doença de Creutzfeldt-Jakob e variante – DCJ, vDCJ;
  • fez tratamento com hormona de crescimento, pituitária ou gonadotrofina de origem humana;
  • fez transplante de córnea ou dura-máter;
  • fez transfusão;
  • tem Epilepsia, Diabetes insulino-dependente ou Hipertensão grave;
  • teve Paludismo/Malária nos últimos 3 anos;
  • teve parto nos últimos 6 meses;
  • foi operado nos últimos 6 meses;
  • fez endoscopia nos últimos 6 meses;
  • fez tatuagem ou piercing nos últimos 6 meses;
  • teve um novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos 6 meses.
Trabalho - Video apresentando na aula de Fisiologia
Assunto (O Sangue - Homeostasia e Coagulação)
Acadêmicos
Allan Tsukiyama
Ingrid Oliveira

Karla Almeida
Paulo Cesar
Thierre Januth


Video - O Sangue
Texto Thierre Januth
Referência
Site Wikepédia

Extra Aula - Odontologia Contra as Drogas - Lança Perfume "loló"

Postado por Odontologia Fama 6 comentários

DROGA
Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas,de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais.

Contra o uso de Drogas

Usar drogas, significa em primeira instância, buscar prazer. É muito difícil lutar con
tra o prazer, porque foi ele que sempre norteou o comportamento dos seres vivos para se autopreservarem e perpetuarem sua espécie. A droga provoca o prazer que engana o organismo, que então passa a querê-lo mais, como se fosse bom. Mas o prazer provocado pela droga não é bom, porque ele mais destrói a vida do que ajuda na sobrevivência, o site da odontologia na fama apoia quaisquer campanhas contra o uso de droga, já que afeta diretamente a vida social e o psico-social da do paciente sendo um dever de todo profissional e sociedade.


O lança-perfume
É uma droga manufaturada com solventes químicos a base de cloreto de etila. A versão caseira chamado de "loló" é feita com uma combinação de éter(25%), clorofórmio(45%), álcool de cereais e/ou acetona(25%) e essência perfumada(5%).
Foi proibido no Brasil na década de 60 quando passou de brincadeira de carnaval à inalante. Antigamente usavam o lança-perfume no carnaval para borrifar nos foliões trazendo uma sensação fria, agradável e perfumada,mas quando foram registradas várias mortes por parada cardíaca ocorrida pela inalação do produto, foi proibido.
O lança-perfume acelera a freqüência cardíaca, podendo chegar até 180 batimentos por minuto.
Aparentemente inofensiva devido ao seu odor, esta droga destrói as células do cérebro e pode levar o usuário a ter desmaios ou em caso extremos até à morte através de parada cardíaca.

Efeitos

O efeito da droga é bem rápido variando de segundos a minutos no máximo e isso leva o usuário a inalar várias vezes consecutivas. Causa euforia, animação, excitação, tontura, perturbações auditivas e visuais, depressão do cérebro, confusão, desorientação, voz pastosa, visão embaraçada, perda de autocontrole, dor de cabeça, palidez, incoordenação ocular e motora, processos alucinatórios, surtos, convulsões, parada cardíaca e respiratória e óbito.
Ele age no sistema nerv
oso central e causa desde um pequeno zumbido até fortes alucinações, inicia 5 à 10 segundos após a inalação da droga e dura de 30 segundos a até 10 minutos.
  • Euforia e excitação.
  • O tato é alterado e pode levar a uma sensação de "estar voando".
  • Formigamento das extremidades, no caso, mãos e pés.
  • Formigamento da face.
  • Forte barulho no ouvido, na maioria dos casos e como uma das características da droga, o famoso "Tuim" (semelhante ao barulho de uma linha telefônica aguardando uma chamada), e com o uso continuo da droga algumas pessoas escutam o barulho semelhante o de um helicóptero (vum vum vum), ou o de uma ambulância.
  • Sensação de felicidade.
  • Vontade de rir.
  • Alucinações: se inalado em grandes quantidades a pessoa perde os sentidos, tem alucinações, sonhos, mas podendo sempre sofrer sérios danos causados por quedas ou por agir inconscientemente.
  • Após o efeito da droga, segue náuseas, depressão, dores de cabeça e mal estar.
  • No dia seguinte ou algumas horas depois podem surgir dores no estômago e uma sensação semelhante a uma ressaca.
  • Se inalado em grande quantidade, há uma forte tendência do usuário cuspir placas de sangue.
  • Se misturado a bebida pode causar coma profundo.
  • Se você chegar ao ponto de desmaiar, terá sonhos alucinantes e ao acordar não se recordará de nada e ficara "lesado" por um tempo,como se fosse uma espécie de ressaca
Pesquisas indicam que o uso não causa dependência física[carece de fontes], mas pode causar dependência psicológica e danos sérios ao sistema nervoso.

Saiba um pouco mais...
Uma versão tupiniquim do lança- perfume é um produto muito conhecido pelos adolescentes, é o "cheirinho" ou "loló" ou ainda " cheirinho da loló". Este é um preparado clandestino, à base de clorofôrmio mais éter. Mas sabe-se que quando estes "fabricantes" não encontram uma daquelas duas substâncias misturam qualquer outra coisa em substituição, o que traz complicações quando se tem casos de intoxicação aguda por esta mistura. Um outro inalante do gênero é poppers. Vendido em sex shops europeus, e com a propriedade de aguçar a excitação, é usado principalmente por gays que o aspiram no momento do orgasmo. É raro no Brasil. São vários os tipos de inalantes, os mais simples e baratos são os mais utilizados, e podem ser: gasolina, adesivos, fluido para isqueiro, acetona, cola de sapateiro, massa plástica clorofórmio, lança perfume ,éter, spray para cabelos e desodorantes.

Referências
Site Antidrogas
Site BrasilEscola
Site Wikepédia

Texto - Thierre Januth - Odontologia na Fama

Practical Advanced Periodontal Surgery - Odontologia Na Fama

terça-feira, 31 de março de 2009
Postado por Odontologia Fama 1 comentários


O Carranza é um livro mangnífico, mas este é sensacional, principalmente pelo aspecto prático. Periodontista é obrigatório tê-lo (na cabeça), ortodontistas, protesistas e implantodontistas nao podem deixar de "digerí-lo". Na minha avaliação o autor simplifica os capítulos, mas dá o recado. Passeia pela fisiologia e metablolismo ósseo, tema que ortodontista deve conhecer muito bem( tipos de ossificaçao, estágios do remodelamento ósseo, cicatrizaçao por 1ª e segunda intenção, etc), minimplantes e mostra casos interessantes de cirurgias de distração osteogênica alveolar.
O capítulo referente a contribuição da periodontia à terapia ortodôntica, escrito pelo Dr Thomas Wilcko traz o procedimento de PAOO (Periodontally Accelerated Osteogenic Orthodontics) que basicamente consiste numa cirurgia de descorticação seguida de enxerto ósseo com antibiótico na fase do tratamento ortodôntico que resulta no seu aceleramento além de potencializar os resultados do tratamento em maior estabilidade e a longo prazo melhorias periodontais como a ausência de deiscências e fenestrações. A rapidez do tratamento parece estar ligada ao turnover ósseo que se segue após a injúria local e a descalcificação e recalcificação do alvéolo.
Não teria título mais perfeito, creio eu, para este livro que este.

Product Description:
Practical Advanced Periodontal Surgery offers a step-by-step guide to cutting-edge surgical techniques as well as interdisciplinary treatment approaches in periodontology. It details procedures in a practical, succinct, thorough and accessible way, profiling more complex and advanced procedures, through a user-friendly and highly visual format. By presenting an innovative approach to each treatment modality, Practical Advanced Periodontal Surgery provides predictable solutions to complex daily dental challenges.

Fonte Site Ortho Free

A Magia da Endodontia - Video - Odontologia na Fama

Postado por Odontologia Fama 0 comentários

Endodontia



Fonte do Site YouTube

Postado por Odontologia Fama 1 comentários

Video do Youtube pelo Dr. Ghaith Assaf – Cirurgião Buco-Maxilo-Facial.




Fonte do Site YouTube

Tumor Odontogênico Ceratocístico em Mandíbula - Relato de Caso Clínico

Postado por Odontologia Fama 2 comentários

Keratocyst Odontogenic Tumor in Mandible – a case report

Jamil Elias Dib *

Mário Serra Ferreira**

Klébio Pereira Guedes ***

Pablo Gimenez Tavares ****

Matheus Branco Elias Dib *****

* Cirurgião Buco-Maxilo-Facial, Mestre em Ciências de saúde, Professor Adjunto UNIRG-TO, Chefe do Serviço de CTBMF – HUANA.

** Cirurgião Dentista. Voluntário CTBMF – Huana. Especializando em Implantodontia. Aperfeiçoamento em CTBMF HC-UFG

*** Cirurgião Dentista.

**** Mestre e Doutor em Patologia. Professor Patologia UNIRG-TO.

***** R-1 CTBMF Tatuapé-SP.

RESUMO

O Ceracisto Odontogênico apresentava-se como uma forma peculiar de cisto odontogênico obrigando a OMS, em 2005, a classificá-lo como Tumor Odontogênico Ceratocístico devido ao seu aspecto agressivo e seu potencial de recidiva e malignização. Este artigo apresenta um caso de Tumor Odontogênico Ceratocístico localizado na região mandibular. O tratamento cirúrgico foi realizado em ambiente ambulatorial, sob anestesia local.

Unitermos: Ceratocisto, Tumor Odontogênico Ceratocístico, Cisto Odontogênico, Tumor odontogênico.

INTRODUÇÃO

O Tumor Odontogênico Ceratocístico (TOC) é uma lesão que requer considerações especiais devido ao seu comportamento clínico e aspectos histopatológicos específicos.

Possui crescimento lento e indolor, com alto índice de recidiva. Há uma concordância geral de que o TOC se origina de remanescentes celulares da lâmina dentária ou do epitélio reduzido do órgão do esmalte.

Durante muito tempo o TOC foi chamado de Cisto Primordial e Ceratocisto Odontogênico (CO). Em 2005, a Organização Mundial de Saúde alterou o nome de Ceratocisto odontogênico para Tumor Odontogênico Ceratocístico.

É mais encontrado na segunda e terceira década de vida e a mandíbula é o local de maior ocorrência.

Radiograficamente a lesão apresenta-se radiolúcida, podendo ser uni ou multilocular com limite esclerótico fino, em geral radiopaco. Muitas vezes revela imagens compatíveis com cisto dentígero, cisto periodontal lateral e ameloblastoma, dentre outros.

O tratamento de eleição é a enucleação completa do cisto, com minuciosa curetagem do osso, porém em alguns casos podem ser utilizadas outras técnicas cirúrgicas, tais como a descompressão e a marsupialização.

Os autores apresentam o relato de um caso clínico com tratamento embasado na revisão literária.

REVISÃO DE LITERATURA

O primeiro caso de TOC relatado na literatura foi apresentado por Mikulicz, em 1876, sob a denominação de “Cisto Dermóide”. Em 1956, Philpsen introduziu o termo Ceratocisto Odontogênico por apresentar formação de queratina representativa e não ser de origem inflamatória. Este termo refere-se à sua odontogênese. (RAMOS et al14 2001).

Pindborg & Hansen, em 1962, citados por Dutra et al3(2002) descreveram as características deste cisto, que por muito tempo foi chamado de Cisto Primordial, gerando uma controvérsia nas opiniões de alguns autores.

A Organização Mundial de Saúde, em 1971, determinou a sinonímia de Cisto Primordial e queratocisto odontogênico para designar um mesmo processo patológico. Em 2005, a lesão foi renomeada como Tumor Odontogênico Ceratocístico. (Barnes et al1 2005)

As modificações na classificação desta lesão, ocorridas no decorrer da história, demonstram a particularidade deste cisto/tumor. Atualmente está categorizada como Tumor Odontogênico. (Barnes et al 1 2005)

Os Ceratocistos odontogênicos são cistos de desenvolvimento oriundos dos restos da lâmina dental20,2,14,7,10, do tecido epitelial oral e do desenvolvimento do folículo dentário. (Yonetsu et al 20 2001).

Neville et all11(2004) acrescentam que o desenvolvimento do Ceratocisto pode estar associado a fatores inerentes, desconhecidos do próprio epitélio, ou à atividade enzimática na cápsula fibrosa.

Já Sokler et al19(2003) citam que o modo de crescimento do ceratocisto é diferente de qualquer outro cisto odontogênico, pois estes crescem por diferença de pressão osmótica/ hidrostática, ao passo que o ceratocisto, além desta diferença de pressão, está somado à proliferação intensa independente de suas células epiteliais.

A ocorrência deste tipo de cisto varia de 10 a 12% dos cistos que atingem os maxilares13, podendo ser encontrados em uma ampla faixa etária, mais comumente em pessoas do sexo masculino, localizando-se, com maior freqüência, na região dos molares inferiores e no ramo da mandíbula 2,15,18,6,14 seguidos da região de pré-molares e depois região anterior. Na maxila é mais comum na região de molares e depois de canino. (Lopes Neto et al8 2000).

Schultz et al17(2005) citam que a prevalência do CO pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo que, o pico de incidência encontra-se entre a segunda e terceira década de vida. Kissi et al6(2006) acrescentam que o gênero masculino é mais acometido pela lesão do que o gênero feminino em uma proporção de 2/1.

Rebello et al15(2000) documentaram 255 pacientes acometidos por CO. Este estudo ratificou as informações obtidas na literatura sobre a taxa de incidência, acrescentando uma segunda faixa entre 55 e 64 anos.

Shultz et al17(2005) dizem que a prevalência do CO é particularmente encontrada nos maxilares devido a vestígios dispersos de epitélio da lâmina dental. Defendem a idéia da tendência à degeneração maligna.

O CO apresenta um comportamento invasivo, agressivo, destrutivo e com alta taxa de recidiva, sendo esta última a principal característica desta lesão9,13,16,7. Shafer18(1987) cita que a recidiva está em torno de 13 a 60% e Santos et al16(1989) explicam que a característica agressiva é manifestada pela reabsorção radicular, deslocamento de dentes e fratura patológica.

Em razão do comportamento clínico, o seu tratamento pode ser notadamente importante. Por esta razão os diferentes conceitos terapêuticos visam à prevenção das recidivas, preconizando inclusive a decortização lateral da região da luz cavitária cística com a eliminação do epitélio cístico e a uma marsupialização consecutiva. (Schultz et al172005).

Koseoglu & Erdem7(2004) publicam que a característica marcante de ceratocisto é a sua capacidade de recorrência devido a sua fina e friável membrana, que se removida parcialmente aumenta a possibilidade de recidiva.

Segundo Sokler et al19(2003), 10% dos casos pode estar associado à síndrome de Gorlin-Goltz. Ela deve ser pesquisada quando o paciente apresenta ceratocistos múltipos nos maxilares. (Pavelié et al13 2004)

Quando pequenos, os COs são assintomáticos, porém os maiores podem causar dor, manifestações neurológicas, drenagem ou tumefação, principalmente se uma das corticais é rompida 12,5,6,4. A radiografia panorâmica é precisa para descoberta destas lesões e sua extensão em relação às suas estruturas anatômicas. (OIiveira et al12 2005).

O CO pode ocasionar ainda extrusão dos dentes, mobilidade e deslocamento no trajeto do feixe vásculo-nervoso. (Fenyo-Pereira et al4 1992).

Radiograficamente o ceratocisto apresenta-se como uma lesão radiolúcida unilocular ou multilocular, esférica ou ovóide, bem evidenciada com cortical marginal definida18,11,3,15,12,6. Pode-se ter como diagnóstico diferencial cisto dentígero (quando a lesão associada à coroa de um dente), ameloblastoma e fibroma ameloblástico11,10.

Rebello et al15 (2000) informam que as características radiográficas do CO são bastante comuns às lesões de crescimento lento.

Yonetsu et al20 (2001) concluíram que uma imagem pode ser diagnosticada como CO se tiver características próprias como: cortical bem definida e às vezes interrompida; expansão da cortical óssea e crescimento ao longo do osso mandibular; deslocamento de dentes causando divergência ou reabsorção de raízes e extrusão de dentes erupcionados; lúmen radiolúcido e ocasionalmente embaçado em radiografias panorâmicas.

Segundo Yonetsu et al20 (2001) existem duas variantes de Ceratocistos: uma do tipo paraqueratinizado e outra ortoqueratinizado. Isto o faz duas entidades clínicas completamente distintas sobre o plano histopatológico. Os cistos paraqueratinizados apresentam suas células basais em paliçadas, paraceratinização ondulada e uma aderência falha do epitélio cístico à parede cística. Já no ortoceratinizado, o epitélio exibe um conteúdo basal do tipo pavimentoso, de granulações proeminentes, e forte tendência de reparo da estrutura queratinizada na luz da cavidade cística.

O CO possui uma cápsula fina e friável, que na maioria das vezes é difícil de ser removida do osso sem se fragmentar. A luz do cisto revela um líquido claro ou cremoso (espesso e acinzentado) que ao exame microscópico consiste em resto de ceratina, a parede não apresenta infiltrado inflamatório. O limitante epitelial é constituído de uma camada uniforme de epitélio escamoso estratificado, com seis a oito células de espessura. A camada basal é composta de uma camada de células epiteliais colunares ou cúbicas, disposto em paliçadas, muitos vezes hipercromáticas. (Neville et al11 2004).

Segundo Neville et al11 (2004) o tratamento relaciona-se com o tamanho das lesões; nas pequenas opta-se pela curetagem, enucleação ou ostectomia periférica, e as lesões maiores freqüentemente exigem tratamento mais agressivo, tais como a ressecção marginal ou segmentar devido a sua característica recidivante.

Os ceratocistos também podem ser tratados sob diversos métodos incluindo a cirurgia radical, aplicação da solução de Carnoy, crioterapia e a descompressão. A marsupialização isolada ou seguida de cirurgia também tem sido empregada7,17.

Israel et al5 (2004) fornecem hipóteses que justificam as recidivas, são elas: a remoção cirúrgica incompleta dos restos epiteliais e conteúdos císticos, ou a presença de ilhotas epiteliais pertinentes à enucleação completa.

A completa remoção do cisto inteiro é difícil, na maioria das vezes, devido à natureza friável e espessura fina da cápsula do cisto. Muitos ceratocistos odontogênicos recorrem cinco anos após a cirurgia. Muitos cirurgiões recomendam a ostectomia periférica da cavidade óssea com uma broca para osso a fim de reduzir a freqüência de recorrência. Outros indicam a cauterização química da cavidade óssea com solução de Carnoy após a remoção do cisto. A injeção de solução de Carnoy na luz do cisto também tem sido usada para soltar o cisto da parede do osso, facilitando a remoção e com taxa de recidiva mais baixa. Após a cistotomia, alguns cirurgiões tratam o ceratocisto odontogênico de grande dimensão pela inserção de um tubo de drenagem de polietileno para permitir a descompressão e subseqüente redução do tamanho da cavidade cística. Este tratamento por descompressão resulta no espessamento do revestimento cístico, permitindo a remoção com mais facilidade e taxa de recorrência aparentemente mais baixa. (Neville et al11 2004).

A marsupialização consiste na exposição do Cisto através de uma abertura para promover a descompressão do mesmo, aliviando a pressão intra-cística através de uma comunicação da lesão com meio bucal. (Schultz et al17 2005).

Lopes Neto et al8 (2000) afirmaram que o prognóstico pode ser favorável desde que a membrana cística seja totalmente removida.

Ainda segundo Kissi et al6 (2006) muitos autores reafirmam a capacidade de degeneração maligna em carcinoma epidermóide em 2% dos casos e a transformação ameloblástica através dos restos epiteliais.

RELATO DO CASO CLÍNICO

Paciente J.P.C.N., leucoderma, gênero masculino, 37 anos de idade, apresentava aumento volumétrico na região do processo alveolar da mandíbula.

Ao exame Intra-bucal notou-se drenagem espontânea de líquido na região entre o primeiro molar inferior e primeiro pré molar. (Figura 1)

Figura 1

FIGURA 1: Aspecto intra-oral da lesão.

Realizou-se uma punção com objetivo de coletar dados para auxiliar no diagnóstico. O resultado descreveu um material com conteúdo composto de ceratina e infiltrado inflamatório.

Foi solicitada uma radiografia panorâmica dos maxilares, na qual se constatou a presença de uma área radiolúcida na mandíbula, na região de corpo do lado direito associado aos ápices radiculares dos dentes 44, 46, 47 e 48, sugerindo a presença de uma lesão cística. (Figura 2)

figura 2

(Figura 2) : Radiografia panorâmica dos maxilares demonstrando lesão da região apical dos elementos 44,46,47,48

Diante das características do exame físico, patológico e radiográfico, foi levantada a hipótese de TOC com comprometimento inflamatório.

Encaminhou-se o paciente para o tratamento endodôntico dos elementos 44, 46 e 47 para permitir uma curetagem vigorosa nessa região.

O tratamento proposto foi a enucleação para biópsia excisional da lesão com curetagem severa, preservando o nervo alveolar inferior. Durante o procedimento, observou-se a presença de líquido cístico e material granuloso, acinzentado, bem como uma cápsula cística fina e friável, envolvendo todos os espaços e também o nervo alveolar inferior em toda sua extensão (fig. 3).

Figura 3

FIGURA 3: Incisão e descolamento mucoperiosteal. Notar aspecto patológico do osso da região.

Após a remoção criteriosa da membrana, foi realizada uma ostectomia periférica seguida de apicectomia dos elementos dentários envolvidos (fig.4). Todo o material removido foi encaminhado para análise histopatológica. (Figura 5).

Figura 4

FIGURA 4: Osteotomia realizada com objetivo de expor a lesão, permitindo uma curetagem severa acompanhada de osteotomia periférica e apicectomia dos elementos dentários envolvidos.

Figura 5

FIGURA 5: Material enviado para o histopatológico.

A sutura foi realizada com fio de nylon 000. O processo de cicatrização dos tecidos moles da área acometida pela lesão evoluiu de forma satisfatória, sem a presença de intercorrência.

Foi receitado amoxicilina (500 mg VO 8/8 h) e metronidazol (500 mg VO 8/8 h) por sete dias. Como medicação de apoio utilizou-se dipirona e diclofenaco sódico.

Segundo o laudo histopatológico, a amostragem enviada permitiu a visualização de parede cística fibrótica, de conteúdo ceratótico e parede rota focalmente. O epitélio escamoso que revestia internamente a parede mostrava-se sem atipias. Já o conteúdo cístico consistiu em um denso exsudato inflamatório, grânulo mononuclear e células gigantes multinucleadas fagocitando restos de ceratina.

Nova radiografia panorâmica foi solicitada em três meses de pós-operatório. Nesta, verificou-se o processo de cicatrização óssea da região, bordo inferior mandibular mais largo, moderada radiolucidez na área acometida pelo ceratocisto odontogênico e redução aparente da cavidade remanescente. O paciente encontra-se em estado de proservação. (FIGURA 6)

Figura 6

FIGURA 6: Radiografia panorâmica Pós-operatória. Visualizamos a cicatrização da área com neoformação óssea.

DISCUSSÃO

Os autores do presente artigo concordam com a avaliação de Lopes Neto et al8 (2000) quando citam que a etiologia do CO não foi ainda estabelecida definitivamente sendo que a maioria dos pesquisadores aceitam que seja a partir da lâmina dentária ou da projeção de um germe dental.

De acordo com as características clínicas do ceratocisto odontogênico, a mandíbula é mais afetada em comparação com a maxila, ocorrendo principalmente na área de ramo, terceiro molar, seguido da área do segundo e primeiro molar. Já na maxila, é na região de terceiro molar seguida da região de canino18,16,9. O caso clínico apresentado está de acordo com a literatura consultada, pois a região afetada foi a mandíbula.

Lopes Neto et al8 (2000) afirmam que não existem manifestações clínicas características do ceratocisto. Geralmente a lesão é assintomática, a não ser que haja infecção secundária. Em relação ao caso clínico apresentado, foi notado clinicamente sintomatologia dolorosa, causada pela infecção, e alguns sinais marcantes observados por Shafer18 (1987) e Oliveira et al12 (2005) tais como, aumento de volume de tecidos moles, expansão do osso, parestesia do lábio e drenagem espontânea de um líquido cístico cor palha e cremoso, conforme descrito por Israel et al5 (2004).

Com relação aos dados histopatológicos Fenyo-Pereira et al4 (1992) descreveram que os ceratocistos odontogênicos são formados por uma ou mais cavidades revestidas por um tecido epitelial pavimentoso estratificado com camada de células polarizadas ou em paliçadas com células cúbicas ou colunares apresentando freqüentemente núcleos vesiculares. A superfície de paraqueratina pode ser corrugada, ondulada ou pregueada com espessura uniforme. O laudo histopatológico apresentado no caso é compatível com os dados encontrados na literatura.

Kissi et al6 (2006) chamam a atenção para o diagnóstico diferencial dos ceratocistos entre outras lesões císticas como o cisto folicular, ameloblastoma, cisto solitário, cisto residual, cisto periodontal lateral, e ainda o fibroma e o mixoma odontogênico. Lopes et al9 (2004) acrescentam que o diagnóstico diferencial deve incluir também o cisto odontogênico calcificante, o tumor odontogênico adenomatóide e o fibroma ameloblástico.

A hipótese de diagnóstico formada foi a de TOC, pois o resultado da punção foi de uma aspiração positiva com um líquido esbranquiçado com grande quantidade de ceratina e células inflamatórias. Essa situação não exclui outros cistos odontogênicos, mas é marcante no TOC.

O tratamento e prognóstico dos ceratocistos odontogênicos não refletem um ponto muito crítico de discordância entre os autores pesquisados. Estes dois aspectos estão muito ligados à gravidade e extensão da lesão e ao método terapêutico empregados.

Lopes Neto et al8 (2000) e Marques et al10 (2006) descreveram um tratamento semelhante ao utilizado no relato de caso, citando a enucleação total da lesão e em seguida com minuciosa curetagem do osso. Citam ainda que a completa remoção da lesão é na maioria das vezes, uma técnica difícil devido à natureza friável e fina da cápsula cística. O prognóstico é favorável desde que a membrana cística seja removida por inteiro.

A enucleação é feita, na maioria das vezes, quando a membrana cística é firme, densa e fibrosa, permitindo a remoção completa da lesão sem se fragmentar. (Schultz et al17 2005).

De acordo com Santos et al16 (1989), quando existe um processo inflamatório superposto, a parede do ceratocisto odontogênico fica mais densa, motivo pelo qual os autores escolheram a enucleação com curetagem no caso descrito.

No caso apresentado realizou-se a osteotomia periférica como manobra para reduzir a freqüência de recorrência. Schultz et al17 (2005) citam outras que podem ser utilizadas, são elas: cauterização com agentes químicos (solução de Carnoy) e a osteotomia periférica.

Solicitaram-se no caso apresentado, os tratamentos endodônticos dos elementos dentários envolvidos na área patológica, para aprimorar a curetagem que de acordo com Fenyo-Pereira et al4 (1992) facilita a remoção da lesão.

Fenyo-Pereira et al4 (1992) descrevem ainda que a remoção do tecido ósseo vestibular correspondente possibilita a realização de apicectomia nos dentes envolvidos que receberam tratamento endodôntico.

Lopes Neto et al8 (2000) estudando a recidiva dos ceratocistos odontogênicos, relataram que ocorrem geralmente cinco anos após a intervenção cirúrgica. O paciente citado no caso clínico foi informado da possibilidade de recidiva, devendo fazer acompanhamento radiográfico periódico.

Israel et al5 (2004) citam alguns fatores que podem estar associados a esta recorrência que são: presença de cistos satélites que se perdem durante o momento cirúrgico ou cápsula fina e friável dificultando a enucleação sem a fragmentação da lesão.

CONCLUSÃO

Os TOCs são tumores de desenvolvimento epitelial e possuem como característica principal o seu alto índice de recidiva.

Os autores mostram que este cisto é uma lesão assintomática quando pequeno, sendo descoberto somente através de exames radiográficos; já os grandes podem causar dor, tumefação, edema e até drenagem espontânea quando perfuram as corticais ósseas.

Podem ser diagnosticados através de imagens como as radiografias e as tomografias computadorizadas, porém, o diagnóstico definitivo somente ocorre através dos exames histopatológicos.

Podem ser encontrados ou estar intimamente relacionados com a síndrome de Gorling-Goltz quando múltiplos.

O tratamento varia de acordo com o tamanho da lesão.

O padrão histológico não é muito variável, embora as formas ortoceratinizadas e paraceratinizadas devam ser bem distinguidas devido à primeira possuir uma tendência à malignização.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a classificação do ceratocisto odontogênico foi alterada para Tumor Odontogênico Ceratocístico devido justamente a sua capacidade de malignização e recidiva.

Há a necessidade de novos estudos relacionando o TOC dentro da categorização dos tumores odontogênicos, já que os estudos existentes somente os consideram de acordo com a classificação antiga (cistos odontogênicos).

SUMMARY

Odontogenic Keratocyst was presented as a peculiar form of Odontogenic cyst forcing World Health Organization, in 2005, to classify it as Keratocyst Odontogenic Tumor due to your aggressive aspect and your potential of return and turn malignant. This article presents a case of keratocyst odontogenic tumor located in the mandibular area. The surgical treatment was accomplished in ambulatorial atmosphere, under local anesthesia.

Uniterms: Keratocyst, Keratocyst odontogenic tumor, odontogenic cyst, odontogenic tumor

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